O que é cetoacidose diabética?
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave do diabetes mellitus caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose metabólica com intervalo aniônico aumentado. É uma consequência da deficiência absoluta ou relativa de insulina, normalmente acompanhada por um aumento nos hormônios contra-reguladores, como glucagon, cortisol e epinefrina. Esse desequilíbrio hormonal promove a gliconeogênese e a glicogenólise hepática, levando à hiperglicemia grave, enquanto a lipólise aumentada aumenta os ácidos graxos livres séricos e a produção de corpos cetônicos, resultando em acidose metabólica.
Os critérios diagnósticos para CAD incluem cetonemia de 3 mmol/L ou mais, ou cetonúria significativa (mais de 2+ em fitas de urina padrão). A condição é frequentemente precipitada por fatores como infecção, redução da ingestão calórica ou outros estressores no corpo. O manejo da CAD envolve reposição de líquidos, infusão de insulina, correção de desequilíbrios eletrolíticos e monitoramento de complicações. As Sociedades Diabéticas Britânicas Conjuntas forneceram diretrizes para o manejo da CAD, enfatizando a importância de abordar a anormalidade metabólica subjacente (cetonemia) e não apenas os níveis elevados de glicose no sangue.
É importante observar que, embora a CAD esteja mais comumente associada ao diabetes tipo 1, ela também pode ocorrer em pacientes com diabetes tipo 2. Além disso, populações especiais, como indivíduos grávidos, podem apresentar CAD e exigir estratégias de manejo adaptadas, incluindo monitoramento fetal. A Associação Americana de Diabetes também fornece orientações sobre o manejo da CAD, destacando a necessidade de monitoramento frequente da glicose no sangue e dos corpos cetônicos, e a importância de cuidados médicos imediatos para prevenir complicações e morte.
