O que causa a cetoacidose diabética?
A cetoacidose diabética (CAD) é principalmente causada por uma combinação de deficiência absoluta ou relativa de insulina e um aumento nos hormônios contrarreguladores, como o glucagon, o cortisol e a epinefrina. Esse desequilíbrio hormonal leva a um aumento na gluconeogênese hepática e na glicogenólise, resultando em hiperglicemia grave, e a um aumento na lipólise, que aumenta os ácidos graxos livres no soro e a produção de corpos cetônicos, levando à acidose metabólica.
A CAD está mais comumente associada ao diabetes tipo 1 devido à deficiência grave de insulina que ocorre como resultado da destruição autoimune das células beta pancreáticas. No entanto, também pode ocorrer em pacientes com diabetes tipo 2, especialmente na presença de estressores como infecções, outras doenças ou certos medicamentos como corticosteroides, antipsicóticos atípicos e inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2). No diabetes tipo 2, a CAD é menos comum devido à presença de alguma secreção residual de insulina, mas ainda pode ocorrer, especialmente no contexto de resistência significativa à insulina e secreção insuficiente de insulina compensatória.
Outros fatores precipitantes para a CAD incluem doenças médicas agudas como infecções, cirurgias, terapia com insulina inadequada e condições que aumentam as necessidades de insulina. Além disso, certas populações, como indivíduos de ascendência africana, afro-caribenha ou hispânica, podem ter uma prevalência mais alta de diabetes tipo 2 com propensão à cetose. É importante reconhecer esses fatores de risco e estressores para prevenir o desenvolvimento da CAD e gerenciá-la prontamente quando ocorrer.
