Macrófagos: a solução mais completa

A vantagem dos macrófagos sobre o restante dos glóbulos brancos, embora eles também usem a fagocitose como arma principal, é que eles são capazes de reconhecer um amplo espectro de marcadores, componentes microbianos (como lipopolissacarídeos), peptídeos e até flagelinas.

Uma vez ativados, eles representam a maior força fagocítica do corpo. Eles não apenas possuem o mesmo arsenal que os neutrófilos (mesmo espécies reativas de oxigênio e nitrogênio), mas também podem expressar, sob exposição às citocinas corretas, uma óxido nítrico sintase induzível. Essa enzima é chamada iNOS para diferenciá-la de outros produtores de óxido nítrico (NO).

Este último possui poderosa atividade antimicrobiana e pode ser combinado com outros reagentes (como o superóxido) para produzir moléculas ainda mais poderosas. Estudos em ratos mostraram que o segredo do nosso corpo para conter microorganismos perigosos como o da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) foi a liberação do NO.

Obviamente, eles também atuam como “apresentadores” dos linfócitos T auxiliares com a ajuda de moléculas de histocompatibilidade de classe II, sobre as quais falaremos um pouco mais nos próximos capítulos.

A última qualidade dos macrófagos é a comunicação e o trabalho coordenado. Através da secreção de múltiplas citocinas (como IL-1, TNF-alfa e IL-6), pode induzir respostas inflamatórias, promover o aparecimento de sinais e sintomas e até iniciar a cascata do complemento.