Cefapirina

1. Para que serve

Cefapirima é uma cefalosporina de quarta geração, indicada no tratamento de infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas e Gram-positivas resistentes a outras cefalosporinas. Utilizada principalmente para:

  • Infecções do trato respiratório (pneumonia, bronquite).
  • Infecções do trato urinário (pielonefrite, cistite).
  • Septicemia.
  • Infecções intra-abdominais.
  • Infecções de pele e tecidos moles.
  • Infecções ósseas e articulares.
  • Profilaxia em cirurgias de grande porte.

2. Apresentação

  • Frasco-ampola contendo 500 mg, 1 g ou 2 g de pó para solução injetável.

3. Dose (Adulto e Pediátrica)

  • Adultos:
  • Infecções leves a moderadas: 1 a 2 g a cada 12 horas (IM ou IV).
  • Infecções graves: até 4 g por dia, divididos a cada 12 horas.
  • Pediátrico:
  • Crianças (>1 mês): 50 a 100 mg/kg/dia, divididos em duas doses (cada 12 horas).
  • Infecções graves: até 150 mg/kg/dia.

4. Reconstituição e Diluição

  • Para infusão intravenosa (IV):
  • Dissolver 1 g de Cefapirima em 10 mL de água destilada ou solução fisiológica.
  • Diluir para infusão contínua em 50 a 100 mL de solução fisiológica ou glicose 5%.
  • Para administração intramuscular (IM):
  • Dissolver 1 g em 3 mL de água destilada ou lidocaína 1% (para reduzir a dor).
  • Validade após reconstituição: Utilizar dentro de 24 horas se armazenado sob refrigeração (2-8°C).

5. Administração

  • Intravenosa (IV):
  • Administrar em bolus por 3 a 5 minutos ou por infusão contínua em 30 a 60 minutos.
  • Intramuscular (IM):
  • Administrar profundamente em músculo grande, como o glúteo ou vasto lateral. A lidocaína pode ser usada para aliviar a dor no local da injeção.

6. Reações Adversas

  • Comuns:
  • Reações no local da injeção (dor, vermelhidão, flebite no IV).
  • Distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia).
  • Erupções cutâneas, urticária, e outras reações alérgicas leves.
  • Graves (raras):
  • Reações anafiláticas.
  • Colite pseudomembranosa.
  • Nefrotoxicidade (mais rara do que com as cefalosporinas de geração anterior).
  • Neutropenia e trombocitopenia (alterações hematológicas).

7. Observações

  • Ajuste de dose em insuficiência renal:
  • Necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal significativa. Monitorar a função renal durante o tratamento prolongado.
  • Interações medicamentosas:
  • Cautela ao usar com diuréticos de alça, pois pode aumentar o risco de nefrotoxicidade.
  • Uso concomitante com anticoagulantes pode aumentar o risco de sangramento.
  • Monitoramento:
  • Monitorar contagem sanguínea e função hepática em tratamentos prolongados.
  • Superinfecções, como infecções por C. difficile, podem ocorrer com o uso prolongado.
  • Gravidez e lactação:
  • Categoria B na gravidez. Pode ser usada em gestantes quando os benefícios superarem os riscos. Usar com cautela durante a amamentação, pois é excretada no leite materno em pequenas quantidades.