Classificação das infecções do trato urinário

ITU não complicada

Essa forma é mais frequente em mulheres jovens e saudáveis, sem alterações estruturais ou funcionais do trato urinário.

Características principais:

  • Sem comorbidades relevantes (ex.: diabetes, imunossupressão);
  • Trato urinário anatomicamente normal;
  • Resposta geralmente favorável a antibióticos orais.

Exemplo clínico:

  • Cistite aguda em uma mulher saudável.

ITU complicada

Envolve situações em que fatores anatômicos, funcionais ou sistêmicos aumentam o risco de falha terapêutica ou complicações.

Fatores de complicação:

  • Alterações estruturais: estenoses, cálculos renais, refluxo vesicoureteral;
  • Disfunções miccionais: bexiga neurogênica, retenção urinária;
  • Condições sistêmicas: gravidez, diabetes, imunossupressão;
  • Uso de dispositivos: sondas vesicais, stents ureterais.

Exemplos clínicos:

  • Pielonefrite em paciente com diabetes;
  • ITU em gestante.

Outras Classificações Relevantes na Prática

Pelo local acometido:

  • ITU Baixa: Uretra e bexiga (ex.: cistite).
  • ITU Alta: Ureteres e rins (ex.: pielonefrite).

Pela recorrência:

  • ITU Isolada: Episódio único sem recorrência.
  • ITU Recorrente: ≥ 2 episódios em 6 meses ou ≥ 3 episódios em 1 ano.

Pela origem:

  • Adquirida na comunidade: Geralmente associada a E. coli.
  • Nosocomial: Associada ao uso de dispositivos, com maior diversidade de patógenos e resistência antimicrobiana.