Fisiopatologia da celulite
A fisiopatologia da celulite envolve processos infecciosos que ocorrem na derme profunda e no tecido subcutâneo. A seguir, apresentamos os mecanismos mais relevantes para a prática clínica:
Porta de entrada e invasão bacteriana
Micro-organismos como Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus penetram na pele por ferimentos, ulcerações, picadas ou procedimentos invasivos.
Essas bactérias liberam enzimas, como hialuronidase e estreptoquinase, que degradam componentes do tecido conjuntivo, permitindo que a infecção se espalhe rapidamente.
Resposta inflamatória local
A invasão bacteriana ativa a imunidade inata, liberando citocinas pró-inflamatórias como IL-1, IL-6 e TNF-α.
Isso resulta em vasodilatação e aumento da permeabilidade capilar, causando edema, calor e rubor característicos.
O acúmulo de leucócitos no local gera dano tecidual adicional e contribui para a dor e a inflamação.
Disfunção microcirculatória
A inflamação causa compressão de vasos linfáticos e capilares, levando à estase venosa e linfática.
Isso agrava o edema e dificulta a chegada de células imunológicas e antibióticos ao local da infecção.
Progressão e disseminação
Sem tratamento, a infecção pode se expandir para tecidos adjacentes, fascia muscular (fascite necrosante) ou corrente sanguínea (sepse).
A linfangite é uma complicação comum, identificada pela presença de listras avermelhadas próximas à área afetada.
