Tratamento da pancreatite aguda
O tratamento da pancreatite aguda envolve principalmente cuidados de suporte, com foco na ressuscitação fluida, controle da dor e suporte nutricional.
Ressuscitação com fluidos
O manejo inicial inclui ressuscitação intravenosa agressiva com preferência por solução de Ringer lactato, a uma taxa de 200-250 mL/h nas primeiras 24 horas, conforme sugerido pela Sociedade Alemã de Gastroenterologia (DGVS).
Controle da dor
O controle da dor é um aspecto crítico do tratamento, com analgésicos não narcóticos sendo usados como agentes de primeira linha. Se a dor for grave e não controlada, narcóticos como fentanil ou morfina podem ser utilizados, com monitoramento cuidadoso de possíveis efeitos colaterais.
Suporte nutricional
O suporte nutricional deve ser iniciado precocemente, com a nutrição enteral preferida sobre a nutrição parenteral devido a menores taxas de complicações infecciosas e melhores resultados. Se o paciente não puder tolerar a ingestão oral, um tubo de alimentação nasogástrica ou nasojejunal pode ser utilizado.
Profilaxia antibiótica
A profilaxia antibiótica para todos os pacientes com pancreatite aguda não é rotineiramente recomendada. No entanto, pode ser considerada em pacientes com pancreatite grave e evidência de necrose pancreática, utilizando agentes que penetrem efetivamente no tecido pancreático, como cefuroxima, por um máximo de 14 dias.
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com esfincterotomia é indicada para pacientes com pancreatite biliar, especialmente na presença de colangite ou ducto biliar comum dilatado, e é mais benéfica quando realizada dentro das primeiras 72 horas após o início dos sintomas.
O manejo da pancreatite aguda deve ser adaptado à gravidade da doença e à presença de complicações. Pacientes com pancreatite grave devem ser tratados em um ambiente de unidade de terapia intensiva ou alta dependência, com monitoramento completo e suporte aos sistemas.
