Tratamento do Abdome Agudo Obstrutivo

Tratamento Geral do Abdome Agudo Obstrutivo

Primeira Conduta:

  • Sonda Nasogástrica: A inserção de uma sonda nasogástrica calibrosa é a primeira medida a ser adotada. Esta intervenção alivia a pressão intraluminal, diminui o risco de aspiração e ajuda a descomprimir o trato gastrointestinal.

Tratamento Conforme a Etiologia:

  1. Obstrução Alta:
  • Descompressão: A sonda nasogástrica é eficaz na descompressão inicial.
  • Intervenção Cirúrgica: Pode ser necessária se houver aderências, bridas ou tumores que não respondem à descompressão inicial.
  1. Obstrução Baixa:
  • Descompressão: Clisteres ou descompressão endoscópica podem ser utilizados para obstruções causadas por fecaloma ou volvo de sigmoide.
  • Cirurgia: Indicações cirúrgicas incluem megacólon com diâmetro >10 cm devido ao risco de rotura, tumores e outras causas que não respondem ao manejo conservador.
  1. Síndrome de Ogilvie:
  • Medidas Conservadoras: Inserção de sonda nasogástrica e tubo retal para descompressão, suspensão de medicações que reduzem a motilidade intestinal, correção de distúrbios eletrolíticos e mobilização precoce do paciente.
  • Medicações: Neostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, pode ser utilizado em casos refratários.
  • Intervenções Invasivas: Colonoscopia descompressiva ou cirurgia em casos de isquemia, perfuração ou falha das medidas conservadoras.

Indicação de Laparotomia:

  • Peritonite: A presença de sinais de peritonite (dor abdominal severa e difusa, rigidez abdominal, febre, leucocitose) indica a necessidade de laparotomia exploradora imediata.
  • Falha na Descompressão Conservadora: Se os métodos não cirúrgicos de descompressão não forem bem-sucedidos ou se houver complicações, como perfuração ou isquemia intestinal.

Cuidados Pós-Operatórios:

  • Monitorização: Monitoramento contínuo de sinais vitais, balanço hídrico e eletrolítico, e função renal.
  • Controle da Dor: Uso de analgesia adequada para manejo da dor pós-operatória.
  • Reintrodução Gradual da Dieta: Iniciar com líquidos claros, progredindo gradualmente para uma dieta sólida conforme a tolerância do paciente.

Prevenção de Recorrências:

  • Revisão da Causa Subjacente: Identificação e tratamento da causa subjacente para prevenir novas obstruções.
  • Educação do Paciente: Orientar o paciente e a família sobre medidas preventivas, como dieta rica em fibras e hidratação adequada.
  • Follow-up Regular: Agendamento de consultas regulares para monitoramento e prevenção de possíveis recorrências.