Epidemiologia da Doença do Refluxo Gastroesofágico

A epidemiologia da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) tem sido extensivamente estudada, com um aumento significativo na prevalência ao longo das últimas décadas. De acordo com a revisão sistemática de El-Serag et al., a prevalência da DRGE, definida como pelo menos azia semanal e/ou regurgitação, varia geograficamente. Na América do Norte, as estimativas de prevalência variam de 18,1% a 27,8%, enquanto na Europa, a faixa é de 8,8% a 25,9%. No Leste Asiático, as estimativas são consistentemente mais baixas, entre 2,5% e 7,8%. A incidência por 1000 pessoas-ano é aproximadamente de 5 na população geral do Reino Unido e dos EUA. Há evidências sugerindo um aumento na prevalência da DRGE desde 1995, particularmente na América do Norte e no Leste Asiático.

A prevalência global de sintomas de DRGE também mostra considerável variação, com taxas mais altas observadas em indivíduos com mais de 50 anos, fumantes, usuários de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)/aspirina e indivíduos obesos. A estabilidade das estimativas de prevalência padronizadas por idade ao longo do tempo sugere que a epidemiologia da doença não mudou significativamente, mas a carga da DRGE está aumentando devido ao envelhecimento e ao crescimento populacional.

A prevalência de esofagite por refluxo (ER) é estimada em cerca de 10% na população adulta em geral, com idade avançada e ER grave associada a complicações como estenose esofágica e sangramento. A prevalência de sintomas de DRGE na semana anterior foi relatada em cerca de 30,9%, com uma proporção significativa de pacientes experimentando sintomas persistentes apesar da terapia com inibidores da bomba de prótons (IBPs).

Esses achados destacam o impacto significativo e crescente da DRGE na saúde pública. A prevalência da DRGE varia por região e é influenciada por vários fatores de risco, incluindo idade, tabagismo, uso de AINEs e obesidade. O aumento da prevalência e da carga da DRGE destaca a necessidade de estratégias de manejo eficazes e pesquisas adicionais sobre a fisiopatologia e o tratamento da doença.