Cefaloridina
1. Para que serve
A Cefaloridina é uma cefalosporina de primeira geração utilizada principalmente em infecções bacterianas causadas por organismos Gram-positivos e algumas Gram-negativas. Indicada para:
- Infecções de pele e tecidos moles.
- Infecções respiratórias.
- Infecções urinárias.
- Osteomielite.
- Septicemia.
- Profilaxia cirúrgica (embora tenha sido substituída por outras cefalosporinas mais modernas).
2. Apresentação
- Frascos-ampola contendo 500 mg ou 1 g de pó para reconstituição.
3. Dose (Adulto e Pediátrica)
- Adultos:
- Infecções leves a moderadas: 1 a 2 g a cada 6 a 8 horas (IM ou IV).
- Infecções graves: Até 4 g por dia, divididos em doses a cada 6 horas.
- Pediátrico:
- Crianças (>1 mês): 25 a 50 mg/kg/dia, divididos a cada 6 a 8 horas.
- Infecções graves: até 100 mg/kg/dia, divididos em doses a cada 6 horas.
4. Reconstituição e Diluição
- Para infusão intravenosa (IV):
- Dissolver 1 g de Cefaloridina em 10 mL de água destilada ou solução fisiológica.
- Diluir para infusão contínua em 50 a 100 mL de solução fisiológica ou glicose 5%.
- Para administração intramuscular (IM):
- Dissolver 1 g em 2,5 mL de água para injeção.
- Validade após reconstituição: Usar imediatamente após a preparação.
5. Administração
- Intravenosa (IV):
- Administrar lentamente por 3 a 5 minutos (bolus) ou infundir em 30 a 60 minutos.
- Intramuscular (IM):
- Administrar profundamente em músculo grande, como glúteo ou vasto lateral. Pode causar dor no local da injeção.
6. Reações Adversas
- Comuns:
- Reações no local da injeção (dor, inflamação, flebite no IV).
- Distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia).
- Erupções cutâneas e reações alérgicas leves.
- Graves (raras):
- Anafilaxia.
- Nefrotoxicidade (mais comum com cefaloridina comparada a outras cefalosporinas).
- Colite pseudomembranosa.
7. Observações
- Monitoramento renal:
- A nefrotoxicidade é uma preocupação significativa com o uso prolongado, especialmente em pacientes com função renal comprometida. Monitorar função renal regularmente.
- Ajuste de dose em insuficiência renal:
- Ajustar doses em pacientes com insuficiência renal, conforme o clearance de creatinina.
- Interações medicamentosas:
- Uso concomitante com diuréticos de alça (como furosemida) pode aumentar o risco de toxicidade renal.
- Superinfecção:
- O uso prolongado pode levar a superinfecções, como infecções por fungos ou C. difficile.
- Gravidez e lactação:
- Categoria B na gravidez, ou seja, pode ser usada quando os benefícios superarem os riscos. Utilizar com cautela em lactantes.
