ECG em atletas

Nos atletas, especialmente aqueles com treino intenso e de resistência, são comuns adaptações cardiovasculares que refletem a capacidade do corpo de lidar com o exercício. O coração de um atleta se adapta, e isso pode resultar em alterações no ECG, como:

  • Bradicardia sinusal: Frequência cardíaca mais baixa, frequentemente abaixo de 60 bpm, e, em casos mais extremos, até 40 bpm, sem que isso indique doença.
  • Arritmias sinusais: Alterações na regularidade do ritmo, geralmente benignas.
  • Bloqueio atrioventricular de primeiro grau: O intervalo PR pode ser prolongado, mas é normal em atletas.
  • Aumento da voltagem do QRS: Pode simular hipertrofia ventricular esquerda (HVE), mas é uma adaptação ao maior volume de sangue bombeado pelo coração.

Essas alterações, comumente chamadas de “coração de atleta”, são consideradas normais em indivíduos fisicamente treinados, mas podem ser confundidas com patologias cardíacas. A bradicardia, por exemplo, pode ser interpretada como um sinal de problema, mas, no contexto de um atleta, é uma adaptação fisiológica benigna.