Bradiarritmias

Bradicardia é definida como uma frequência cardíaca abaixo de 50 bpm, mas é importante entender que não é toda bradicardia que é problemática.

Bradiarritmia, por outro lado, refere-se a qualquer distúrbio no ritmo cardíaco em que a frequência é lenta demais (bradicardia) ou irregular (arritmias). Isso pode envolver bloqueios atrioventriculares (BAV), síndrome do nódulo sinusal doente, ou outras condições que afetam a condução elétrica do coração.

A diferenciação entre bradicardias e bradiarritmias é fundamental porque nem toda bradicardia é uma arritmia com risco de vida. Mas quando falamos de bradiarritmias, estamos lidando com distúrbios de condução que podem ser muito perigosos.


Como Identificar uma Bradicardia Perigosa?

Quando o paciente chega com bradicardia, a primeira coisa a fazer é avaliar a gravidade e os sinais de repercussão clínica. Não é a frequência cardíaca em si que define o tratamento, mas o impacto que ela tem no organismo.

Sinais de alerta para bradiarritmias com repercussão:

  • Hipotensão.
  • Alteração do nível de consciência (confusão, síncope).
  • Oligúria.
  • Alterações no ECG (bloqueios de alto grau, por exemplo).
  • Sinais de isquemia miocárdica ou dor torácica.

Se você perceber que há hipoperfusão ou comprometimento hemodinâmico, é hora de intervir.