Como funciona o ECG

O coração gera impulsos elétricos que se propagam através do sistema de condução cardíaco. Esse sistema é composto por estruturas especializadas, como o nó sinoatrial, o nó atrioventricular, o feixe de His e as fibras de Purkinje. Quando o impulso elétrico viaja por essas estruturas, ele provoca a contração do músculo cardíaco. Cada uma dessas fases geram sinais elétricos que podem ser registrados pelo ECG.

O ECG utiliza eletrodos colocados na pele do paciente, geralmente no peito, braços e pernas, para detectar essas atividades elétricas. Esses sinais são então traduzidos em ondas no gráfico do ECG.

As Ondas do ECG: O Que Cada Uma Representa

A interpretação do ECG começa com a compreensão das ondas que aparecem no traçado. Vamos ver o que cada uma dessas ondas representa, de forma bem simples:

  • Onda P: A primeira onda no ECG, a onda P, reflete a despolarização dos átrios (a contração dos átrios). Normalmente, a onda P é uma pequena onda positiva, localizada antes do complexo QRS.
  • Complexo QRS: Esse é o grande evento do ECG. Representa a despolarização dos ventrículos (a contração dos ventrículos). O QRS é mais largo do que a onda P e pode ter uma forma variada dependendo da condução elétrica no coração.
  • Onda T: A onda T reflete a repolarização (relaxamento) dos ventrículos. Após a contração ventricular, o coração se prepara para o próximo ciclo.

Intervalos e Segmentos:

  • Intervalo PR: Esse intervalo mede o tempo que o impulso elétrico leva para ir dos átrios até os ventrículos. O intervalo PR normal é de 120 a 200 ms.
  • Segmento ST: O segmento ST é a linha entre o complexo QRS e a onda T. Ele deve estar no mesmo nível da linha de base. Elevações ou depressões no ST podem indicar isquemia ou infarto.
  • Intervalo QT: Esse intervalo mede o tempo total para a despolarização e repolarização dos ventrículos. Ele deve ser ajustado para a frequência cardíaca.