Teste da Orelhinha
O Teste da Orelhinha é realizado para detectar precocemente deficiências auditivas em recém-nascidos. A triagem auditiva é fundamental para o desenvolvimento adequado da linguagem e da comunicação. Todos os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste ainda na maternidade, preferencialmente antes da alta hospitalar.
Procedimento para Crianças sem Fatores de Risco Auditivo:
Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE):
Este exame é realizado para avaliar a função das células ciliadas externas na cóclea. O EOAE é um teste simples, rápido e não invasivo, que envolve a colocação de um pequeno dispositivo na orelha do bebê, emitindo sons e captando as respostas geradas pela cóclea.
- Resultado Satisfatório: O bebê é liberado, sem necessidade de outros exames.
- Resposta Não Satisfatória: Se o resultado for inconclusivo ou negativo, o EOAE deve ser repetido imediatamente.
- Persistência da Falha: Se a falha persistir após a repetição do EOAE, o bebê deve ser submetido ao Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) para uma avaliação mais detalhada.
Procedimento para Crianças com Fatores de Risco Auditivo:
- Fatores de Risco Auditivo: Algumas condições podem aumentar a probabilidade de deficiência auditiva em recém-nascidos, incluindo:
- História Familiar de Surdez: Presença de casos de surdez congênita na família.
- Infecções Congênitas: Como citomegalovírus, rubéola, toxoplasmose e herpes.
- Prematuridade Extrema: Recém-nascidos com menos de 34 semanas de gestação.
- Peso ao Nascer Muito Baixo: Menor que 1.500 gramas.
- Uso Prolongado de Medicamentos Ototóxicos: Como antibióticos aminoglicosídeos.
- Internação em UTI Neonatal Prolongada: Maior que 5 dias, especialmente se houver necessidade de ventilação mecânica ou exposição a altos níveis de oxigênio.
- Hiperbilirrubinemia Severa: Que requer exsanguineotransfusão.
- Malformações Craniofaciais: Que envolvem orelhas e ossos temporais.
- Exame Recomendado:
- Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE):
- Para recém-nascidos com fatores de risco auditivo, o PEATE deve ser realizado diretamente, sem necessidade de passar pelo EOAE. O PEATE avalia a integridade da via auditiva até o tronco encefálico, permitindo a identificação de perdas auditivas em graus variados e em diferentes locais da via auditiva.
- Conduta:
- Se o resultado do PEATE for normal, a audição do bebê é considerada adequada.
- Se o PEATE indicar perda auditiva, o bebê deve ser encaminhado para acompanhamento especializado com um otorrinolaringologista e equipe de reabilitação auditiva, incluindo a possibilidade de uso de aparelhos auditivos e intervenção precoce com terapia fonoaudiológica.
