Diagnóstico de Sarampo

O sarampo é altamente contagioso e, apesar da vacina amplamente disponível, ainda representa um risco significativo para a saúde pública. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para controlar a propagação da doença e prevenir complicações.

Anamnese

Perguntas-chave

  • Histórico de Vacinação: Verifique se o paciente recebeu a vacina contra o sarampo (MMR – sarampo, caxumba e rubéola). Lembre-se de que são recomendadas duas doses: uma aos 12 meses e outra aos 18 meses.
  • Sintomas Iniciais: Pergunte sobre sintomas prodrômicos como febre alta, tosse, rinite, conjuntivite e fotofobia. Esses sinais podem aparecer entre 7 e 14 dias após a exposição ao vírus.
  • Histórico de Exposição: Pergunte sobre a exposição a pessoas com sarampo, especialmente em ambientes de alto risco, como escolas ou hospitais.

Exame Físico

Sinais Característicos

  • Febre: Geralmente acima de 38,3°C.
  • Sinal de Koplik: Manchas brancas ou azuladas na mucosa bucal, que geralmente precedem o exantema. Este é um sinal patognomônico do sarampo e é fundamental para o diagnóstico.
  • Exantema: O exantema maculopapular surge entre 3 a 5 dias após o início da febre. Começa na região retroauricular e se espalha para o tronco e extremidades, sendo importante para a confirmação diagnóstica.

Exames Complementares

Diagnóstico Laboratorial

  • Sorologia: A detecção de anticorpos IgM específicos para o sarampo pode ser realizada. Um resultado positivo indica infecção recente.
  • RT-PCR: A amplificação do RNA viral pode ser feita a partir de amostras de secreções respiratórias ou sangue. Este é o método mais sensível e específico para confirmar o sarampo em casos suspeitos.

Observações Adicionais

  • Em surtos, é crucial notificar os casos às autoridades de saúde pública para implementar medidas de controle.
  • A realização de exames laboratoriais deve ser orientada pela história clínica e pela gravidade da apresentação.

Diagnóstico Diferencial

Condições a Considerar

  • Rubéola: Caracterizada por um exantema semelhante, mas com menos manifestações sistêmicas e um histórico de vacinação diferente.
  • Caxumba: Também causada por um vírus do mesmo grupo, mas apresenta características clínicas distintas, como a parotidite.
  • Infecções Virais Respiratórias: A influenza e outras infecções virais podem ter sintomas iniciais semelhantes, mas precisam ser diferenciadas.