Vacina BCG

A BCG, vacina viva atenuada feita a partir do Mycobacterium bovis (cepa Moreau no Brasil), é um verdadeiro trunfo na prevenção das formas graves de tuberculose, como a tuberculose miliar e a meningoencefalite.


Informações gerais sobre a BCG

  • Quem vacina: Todo recém-nascido com mais de 2 kg.
  • Quando: Logo ao nascer, sem perder tempo.
  • Onde aplicar: Intradérmica, no deltoide direito. É padrão, não invente moda.
  • Por que vacinar: Protege contra as formas mais graves de tuberculose – tuberculose miliar e meningoencefalite tuberculosa.

Ah, e aquela velha dúvida:

“Mas doutor, meu filho não tem cicatriz vacinal!” Relaxa, isso não é motivo para revacinação nem para exame. Vacina dada, proteção garantida.


Casos específicos que ficam de fora da BCG

  • Imunossuprimidos? Nem pensar.
  • Filhos de mães com tuberculose bacilífera: Espere para avaliar o caso com calma.

E quando dá problema?

Sim, até a BCG pode causar reações. A chave está em saber como lidar:

1. Linfonodo inchado (<3 cm):

  • Geralmente axilar ou supraclavicular, do mesmo lado da vacina, indolor.
  • O que fazer: Notifique e observe. Só isso.

2. Úlcera maior que 1 cm:

  • Limpeza básica resolve, nada de pomadas.
  • Não cicatrizou? Comece isoniazida (10 mg/kg/dia) e notifique.

3. Abscesso frio (sem inflamação):

  • Inicie isoniazida e acompanhe até regredir.
  • Notificar é obrigatório.

4. Abscesso quente (inflamado):

  • Precisa de antimicrobianos sistêmicos com cobertura para infecção de pele.
  • Ah, e claro: notifique.

5. Linfonodo >3 cm:

  • Sem supuração: Observe, mas notifique.
  • Com supuração: Trate com isoniazida e não se esqueça da notificação.

6. Casos complicados (granulomas ou reações intensas):

  • Não cicatrizou? Inicie isoniazida.
  • Se for reação lupoide, entre com o esquema tríplice: isoniazida, rifampicina e etambutol, seguindo as doses certinhas.
  • E sim, notifique tudo!