Candidíase vulvovaginal
A CVV é uma infecção fúngica causada principalmente pela Candida albicans, que é um comensal do trato genital feminino e pode virar vilã quando o ambiente vaginal sofre alterações (pH, imunidade, etc.).
Clínica
A apresentação clássica é inesquecível e superincômoda para a paciente:
- Prurido intenso (principal queixa).
- Ardência vaginal.
- Corrimento vaginal branco e grumoso, sem odor (parece leite coalhado).
- Dispareunia superficial (dor na penetração).
- Disúria externa (ardência ao urinar).
Exame Ginecológico
O exame físico confirma o que o histórico sugere:
- Eritema e fissuras vulvares.
- Corrimento vaginal branco-grumoso, aderido às paredes vaginais.
- Edema vulvar.
- Escoriações vulvares secundárias ao prurido.
Diagnóstico
Simples e direto com ferramentas básicas:
- Teste das Aminas (KOH 10%)
- Negativo.
- pH Vaginal
- Normal ou ácido (< 4,5).
- Exame a Fresco com Solução Salina e KOH
- Presença de hifas e/ou esporos, visualizadas ao microscópio.
Tratamento
Aqui entra a parte prática que resolve o problema e melhora a vida da paciente:
Primeira Opção
- Miconazol creme 2% ou outros imidazólicos, via vaginal, por 7 dias.
- Seguro para gestantes e lactantes.
Segunda Opção
- Nistatina 100.000 UI, via vaginal, por 14 dias.
- Também segura para gestantes e lactantes.
Importante!
- Não tratar parcerias sexuais: Não há recomendação a menos que apresentem sintomas.
- Evitar duchas vaginais e orientar sobre medidas gerais para prevenir recorrências (uso de roupas leves, evitar uso prolongado de antibióticos, etc.).
