Herpes genital
O herpes genital é causado pelo vírus Herpes Simplex (HSV), que pode ser do tipo 1 (HSV-1) ou tipo 2 (HSV-2). Embora o tipo 2 seja o mais frequentemente associado às lesões genitais, o tipo 1 também pode ser um vilão quando ocorre transmissão sexual.
E tem mais: uma vez que o paciente é infectado, o vírus não some! Ele se esconde nos gânglios nervosos e pode “acordar” em momentos de baixa imunidade, estresse ou outros gatilhos. Ou seja, o herpes pode dar uma trégua, mas dificilmente sai de cena de vez.
2. Como Reconhecer o Herpes Genital?
O herpes tem uma apresentação bem característica, mas nem sempre o paciente percebe os sintomas de cara. Fique atento a este padrão clássico:
✅ Primo-infecção (primeira vez que a doença se manifesta):
- Surgem múltiplas vesículas (bolhas cheias de líquido amarelado);
- Elas são dolorosas e rapidamente ulceram, formando crostas;
- Linfonodos inguinais aumentados e doloridos são comuns.
✅ Recidivas (quando o vírus reaparece):
- O quadro costuma ser mais brando, com menos lesões;
- Antes das feridas surgirem, o paciente pode relatar uma sensação de formigamento ou coceira no local.
E um detalhe importante: nem todos os infectados apresentam sintomas! O vírus pode estar lá, mas sem dar sinais evidentes.
3. Tratamento
O herpes não tem cura, mas tem controle! O tratamento reduz a duração e a intensidade dos sintomas, além de diminuir a transmissão. Aqui estão os esquemas mais utilizados:
📌 Primo-infecção: Aciclovir oral 400 mg a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
📌 Recidivas: Aciclovir 400 mg a cada 8 horas, por 5 dias, ou 800 mg a cada 12 horas, por 5 dias.
📌 Terapia supressiva: Para pacientes com muitas recidivas (6 ou mais episódios ao ano), recomenda-se o uso diário de Aciclovir para evitar novas crises.
4. Herpes na gestação
Se o herpes já preocupa na população geral, na gestação ele é ainda mais perigoso! O risco de transmissão vertical é maior quando a infecção ocorre no terceiro trimestre, podendo chegar a 50%.
⚠️ O que fazer?
- Se a gestante tem histórico de herpes, iniciar terapia supressiva a partir da 36ª semana para reduzir as chances de uma crise no parto.
- Se a primo-infecção ocorre no terceiro trimestre, principalmente nas últimas seis semanas, a cesárea pode ser indicada para evitar complicações neonatais graves, como encefalite herpética.
- Se houver lesões ativas no momento do parto, o parto vaginal não é recomendado!
