Vaginite atrófica

A Vaginite Atrófica, também conhecida como Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), é uma condição comum em mulheres pós-menopausa. Essa condição é causada pela queda dos níveis de estrogênio, levando a mudanças significativas no ambiente vaginal.


Fisiopatologia

Para entender a Vaginite Atrófica, pense no estrogênio como o grande defensor da saúde vaginal. Quando os níveis de estrogênio caem, várias mudanças ocorrem:

  • Queda do estrogênio -> Queda do glicogênio -> Redução da produção de ácido lático -> Aumento do pH vaginal -> Redução dos lactobacilos -> Vaginite atrófica

Essas mudanças tornam o ambiente vaginal menos ácido, criando condições propícias para a Vaginite Atrófica.


Quadro Clínico

Identificar a Vaginite Atrófica é crucial para o manejo adequado. Os sintomas incluem:

  • Dispareunia: Dor durante o ato sexual, causada pelo ressecamento e atrofia vaginal.
  • Disúria: Desconforto ao urinar, frequentemente associado a infecções urinárias recorrentes.
  • Corrimento vaginal escasso: Ao contrário de outras infecções, o corrimento aqui é mínimo, mas presente.
  • Epitélio vaginal friável: A mucosa vaginal torna-se fina e propensa a sangramentos.

Diagnóstico

O diagnóstico de Vaginite Atrófica é geralmente clínico, baseado nos sintomas e exames físicos. Alguns pontos-chave incluem:

  • pH alcalino: Normalmente acima de 4,5, devido à redução dos lactobacilos.
  • Microscopia: Redução de lactobacilos e aumento de células parabasais, indicando a atrofia do epitélio vaginal.

Tratamento

O tratamento principal para a Vaginite Atrófica é a estrogenioterapia tópica, que ajuda a restaurar os níveis de estrogênio na vagina. Isso pode ser feito através de:

  • Cremes vaginais de estrogênio: Aplicados diretamente na vagina, ajudam a restaurar a mucosa vaginal.
  • Supositórios vaginais de estrogênio: Outra opção que libera estrogênio diretamente no tecido vaginal.
  • Anel vaginal de estrogênio: Libera estrogênio de forma constante e é trocado a cada três meses.