Tricomoníase

A Tricomoníase é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que adora aparecer em pacientes com múltiplos parceiros e sem uso de proteção adequada. Causada pelo Trichomonas vaginalis, esse protozoário flagelado tem um talento especial para inflamar a vagina, a uretra e as glândulas parauretrais.

  • Modo de transmissão: Principalmente sexual (O protozoário não é fã de celibato).

Manifestações Clínicas

Essa infecção é “barulhenta”, então preste atenção aos seguintes sinais:

  • Corrimento vaginal: Intenso, amarelo-esverdeado, espumoso e com um odor que não passa despercebido.
  • Prurido: A coceira é uma das queixas principais.
  • Edema vulvar: Inflamação que deixa a região inchada.
  • Dispareunia: Dor na relação sexual (não é legal).
  • Sinusiorragia: Pequenos sangramentos pós-coito.
  • Disúria: Aquela ardência ao urinar.

Exame Ginecológico

  • Colo em morango ou framboesa: É o clássico aspecto de microulcerações no colo uterino, que pode ser confirmado com o teste de Schiller (aquele que revela o famoso padrão “tigroide”).

Diagnóstico

Identificar a Tricomoníase é quase como resolver um enigma:

  1. Teste das aminas (KOH 10%): Pode dar positivo (ou seja, mais um cheirinho desagradável no ambiente).
  2. pH vaginal: Geralmente acima de 4,5 (o protozoário curte ambientes alcalinos).
  3. Exame a fresco com solução salina e KOH: Se você encontrar Trichomonas móveis dando um show sob o microscópio, bingo!
  4. Testes moleculares: Para quando o diagnóstico ainda parecer confuso.

Tratamento

Hora de mandar o Trichomonas embora!

Primeira Opção (Incluindo Gestantes e Lactantes)

  • Metronidazol 500 mg, VO, 2x/dia, por 7 dias.

Regras do jogo

  • Parceiro também precisa ser tratado! Reinfeção é um ciclo vicioso que você não quer perpetuar.
  • Sem álcool durante o tratamento e até 24h depois! O efeito antabuse do Metronidazol pode transformar uma simples bebida em um episódio nada agradável.
  • Preservativos: Sempre uma boa ideia, especialmente para evitar ISTs.