Ácido acetilsalicílico

O Ácido Acetilsalicílico (AAS), comumente conhecido como aspirina, é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) utilizado para tratar e prevenir uma variedade de condições. Suas principais indicações incluem:

  • Dor e Febre: Alívio de dores leves a moderadas e redução da febre.
  • Inflamação: Tratamento de condições inflamatórias, como artrite reumatoide e osteoartrite.
  • Profilaxia Cardiovascular: Prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes com risco aumentado, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
  • Síndrome de Kawasaki: Tratamento como parte da terapia para reduzir o risco de complicações cardíacas.

2. Apresentação

Forma Farmacêutica:

  • Oral: Comprimidos, comprimidos efervescentes, pó efervescente, supositórios
  • Intravenoso: Solução para administração parenteral (raramente utilizada)

Concentrações Disponíveis:

  • Oral:
  • Comprimidos: 100 mg, 300 mg, 500 mg
  • Comprimidos efervescentes: 500 mg
  • Pó efervescente: 325 mg
  • Intravenoso:
  • Solução: 1 g/50 mL (para uso hospitalar)

3. Doses

Adultos

  • Dor e Febre:
  • Oral: 325-650 mg a cada 4-6 horas, conforme necessário, não excedendo 4 g/dia.
  • Inflamação:
  • Oral: 1-3 g/dia, dividido em 3-4 doses.
  • Profilaxia Cardiovascular:
  • Oral: 75-325 mg/dia, conforme orientação médica.
  • Síndrome de Kawasaki:
  • Oral: 80-100 mg/kg/dia, dividido em 4 doses, seguido por dose de manutenção.

Crianças

  • Dor e Febre:
  • Oral: 10-15 mg/kg/dose a cada 4-6 horas, não excedendo 60 mg/kg/dia. (Não recomendado para crianças com varicela ou gripe devido ao risco de síndrome de Reye.)

4. Reconstituição e Diluição

  • Reconstituição: Não aplicável para formas orais.
  • Diluição: Para administração intravenosa, diluir a solução de ácido acetilsalicílico conforme as instruções do fabricante.

5. Administração

  • Oral: Tomar com um copo de água, preferencialmente após as refeições para minimizar desconforto gastrointestinal.
  • Intravenoso: Administrar lentamente por infusão, conforme orientação médica. Monitorar o paciente durante e após a administração para avaliar a resposta e possíveis efeitos adversos.

6. Reações Adversas

Comuns

  • Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, dor abdominal, dispepsia
  • Hematológicos: Sangramentos leves, como epistaxe e gingivorragia

Graves (raras)

  • Úlceras Gástricas: Pode causar úlceras e sangramentos gástricos, especialmente em uso prolongado.
  • Síndrome de Reye: Em crianças com infecção viral, pode levar a encefalopatia e insuficiência hepática.
  • Reações Alérgicas: Reações cutâneas, como urticária e angioedema.

7. Observações

  • Ajuste de Dose: Necessário em pacientes com insuficiência renal ou hepática para evitar toxicidade.
  • Monitoramento: Monitorar sinais de sangramento, função renal e hepática durante o uso prolongado.
  • Interações Medicamentosas: Pode interagir com anticoagulantes, outros AINEs e medicamentos que afetam a função renal. Monitorar interações, especialmente com medicamentos como varfarina e inibidores da ECA.

Gravidez e Lactação

  • Gravidez: Categoria D (terceiro trimestre) – deve ser evitado devido ao risco de complicações para o feto, como fechamento prematuro do ducto arterioso.
  • Lactação: Excretado em pequenas quantidades no leite materno; usar com cautela e sob orientação médica.