Confidencialidade e Exceções ao Sigilo

Um adolescente de 15 anos entra no consultório sozinho e confessa que tem pensado em suicídio. Ele implora para que você não conte nada aos pais. O que fazer?

O sigilo médico é um dos pilares da ética na saúde, mas há momentos em que ele pode (ou deve) ser quebrado. Vamos entender melhor como isso funciona na prática!


Sigilo profissional

🔹 O médico não pode revelar informações do paciente sem consentimento.

🔹 O sigilo vale para todos os pacientes, incluindo crianças e adolescentes com discernimento.

🔹 Exceção: Se o silêncio colocar o paciente ou terceiros em risco, o médico tem o dever de agir.


Quando a quebra de sigilo é permitida?

O sigilo pode ser quebrado em três situações principais:

1️⃣ Motivo Justo – Quando há um risco relevante para o paciente ou para terceiros.
2️⃣ Dever Legal – Se a lei exige a notificação (como em casos de violência).
3️⃣ Consentimento do Paciente – Quando o próprio paciente autoriza por escrito.


E no caso de adolescentes?

Para adolescentes, a situação é ainda mais delicada. O médico deve respeitar sua privacidade, mas nem sempre pode manter segredo. Veja alguns exemplos:

Sigilo Mantido:

  • Uso de anticoncepcionais
  • Dúvidas sobre sexualidade
  • Consulta sobre ISTs (desde que não haja risco grave)

⚠️ Sigilo Quebrado:

  • Abuso sexual ou violência
  • Tentativa de suicídio
  • Risco de aborto ou complicações
  • Dependência de drogas em nível crítico

Em todos esses casos, a quebra de sigilo deve ser comunicada ao adolescente antes de qualquer decisão.